Exossomas na cosmética: o que são e o que perguntar ao fabricante
A palavra «exossomas» está hoje em dezenas de rótulos coreanos, mas por trás dela há coisas muito diferentes. O que são, para que servem e as quatro perguntas a fazer à fábrica antes de encomendar.
Nos últimos três anos «exossomas» tornou-se a palavra principal dos rótulos cosméticos coreanos. O problema é que sob o mesmo termo convivem produtos de qualidade muito diferente, e o comprador do outro lado da operação vê apenas uma linha na lista de ingredientes.
O que são os exossomas, em resumo
Os exossomas são vesículas minúsculas com que as células comunicam entre si. Dentro levam moléculas de sinalização. Na cosmética são usados como transporte: levam o ativo para dentro da célula da pele e protegem-no da degradação pelo caminho.
Daí o sentido prático. Um exossoma não «funciona» sozinho: aumenta a precisão e a sobrevivência do ativo que transporta. Por isso a pergunta «tem exossomas» é muito menos útil do que «quais e a transportar o quê».
De origem vegetal, não humana
A cosmética coreana usa sobretudo exossomas vegetais e de cogumelos: de centella, de ginseng, de fungos. São mais fáceis de padronizar e de registar na maioria dos mercados do que os de origem animal ou humana, que os reguladores tratam com muito mais rigor.
Se o fornecedor não indicar a origem de forma direta, é aí que se deve insistir. A origem determina a composição, o registo e aquilo que pode escrever na embalagem no seu país.
Quatro perguntas antes de encomendar
Primeira: de que são obtidos os exossomas e quem os produz, a própria fábrica ou um parceiro de matérias-primas. Segunda: que concentração existe no produto acabado, não na matéria-prima; são números diferentes e as apresentações confundem-nos com frequência.
Terceira: como se comprova a estabilidade, uma vez que os exossomas são sensíveis à temperatura e ao pH e daí decorre a validade do lote. Quarta: que documentos acompanham a mercadoria: relatórios de ensaio, INCI, certificado de análise.
Como é uma boa resposta
A coreana BIOPT, por exemplo, trabalha duas linhas com matérias-primas distintas: exossomas de centella na série calmante Red Calming e exossomas de Sparassis crispa na antienvelhecimento EXO REJUVA. A parte da matéria-prima é partilhada com o produtor de biomateriais OptBio e foi apresentado um pedido de patente sobre um composto do cogumelo.
É um bom exemplo de resposta clara: nomeia-se o material, nomeia-se a linha e nomeia-se quem responde pela matéria-prima. Tudo o resto — números, protocolos, documentos — pede-se na fase da operação, e deve pedir-se sempre.